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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Jaz de cera



Jaz de cera
Por Caroline Moreira


Ela era feito giz de cera, desgastada nas mãos de amadores. Serviu de azul-turquesa, para o céu, embora não gostasse da forma como a esfregavam no papel. O amarelo-ouro coloriu o dia ensolarado, mas os raios causaram uma queimadura. Certamente, não se preocuparam. É só um giz de cera! Não existe forma de que isto o fira. Apontaram. A lâmina talhou em suas extremidades, modelando de acordo com o que precisavam no momento. Púrpura. Sem que precisasse cobrir alguma área em branco, fizeram-na sangrar até a última gota. As cores desbotaram e o giz, jaz. Nunca mais viu cor alguma.


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domingo, 3 de abril de 2016

Estrela Decadente

Estrela Decadente
Por Caroline Moreira

           Ela tinha tantos sonhos quanto estrelas no céu, e cada constelação que descobria, eram vidas dispostas em um pedaço de papel. As figuras estampadas no telhado azul do mundo, não passavam de pontos cintilantes, assim, com algum tipo de descuido. Pareciam esquecidas pelo resto das pessoas. Mas cada vez que ela dava atenção por alguns segundos, não havia corpo celeste que ficasse mudo. Porém, o dia amanhecia e a garota se via perdida, um tanto sozinha. Ela passava a noite toda sonhando, e de dia não tinha sono. O seu travesseiro, no entanto, era abarrotado de sonhos.
           Às vezes, ela se sentia como se estivesse debaixo do seu cobertor, numa escuridão total, e ficava confusa se a noite era um véu sobre a cama do céu. Então, entre aquele sentimento que a prendia, sufocava, surgiu um ponto reluzente que a acompanhava. Ela tinha certeza de que os dias eram mais difíceis e obscuros que o anoitecer. Afinal, quando a noite chegava, ninguém enxergava o que ela escondia, ninguém via as lágrimas que inundavam os seus sonhos. Mas ela era uma poeira estelar, e cada vez que se debulhava em lágrimas, restava o pó e ela soprava. Brilhava feito estrela... Decadente.


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Estrela Decadente - SocialSpirit

segunda-feira, 14 de março de 2016

Itifalofobia



Itifalofobia 
Por Caroline Moreira



As manhãs se tornaram um desespero diário, fazer xixi naquela situação parecia improvável, ainda mais porque as suas mãos desajeitadas estavam trêmulas. Bater punheta vendo pornografia parecia distante da sua cruel realidade, apenas de pensar no que poderia acontecer, entrava em um estado de pânico incontrolável. Se ao menos a secretária do trabalho não tivesse seios tão fartos... Caso ele conseguisse controlar essa cabeça que não pensa! Todo o dia é a mesma coisa. O pior foi quando sua namorada tentou o excitar. Foram minutos estressantes, antes que  ele surtasse de vez. Um pau duro é assustador! Você já viu?

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Boneca de Pano


 Boneca de Pano
Por Caroline Moreira

Acolchoado de retalhos, distribuídos em um tecido lânguido. A picada familiar da agulha que invade outra camada e drapeja a epiderme. Das dobras e dos desdobramentos, a lembrança alcança – finalmente! – o posto de esquecimento. A cicatriz da costura desmanchada, nada mais significa de que ela não pôde ser contida. Semelhante a uma boneca de pano, lhe é suturada emoções. Não permitem que ela sinta, e mesmo assim, ela sangra.


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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Resenhas - Sete dias com Marilyn


Sete dias com Marilyn
Por Caroline Moreira

                O nome de Marilyn Monroe sempre recorda a imagem da loura impecavelmente linda com uma silhueta invejável, embora a moça que pareça a todos, uma deusa, seja na verdade uma mulher frágil com uma personalidade complicada. Isso é o que podemos observar em Sete Dias com Marilyn.

                Foi lançado em 27 de abril de 2012 e dirigido por Simon Curtis, a história em si não possui nada demais: uma atriz em lua de mel que quando o noivo deixa o país, se envolve, de certa forma, emocionalmente com um assistente, exceto pelo fato de mostrar as várias facetas da sensualíssima Monroe - suas crises, seus problemas e, sobretudo, sua insegurança. 


                As pessoas podem se perguntar: afinal, o que havia de tão espetacular nela? Mulheres bonitas estão espalhadas por quaisquer lugares e Jane Russel era o verdadeiro vulcão sexual na década de 50, o que torna a pergunta difícil de responder. Ela tinha sentimentos confusos, vulnerabilidade e usava drogas em grande quantidade, embora no início, foram prescritas para diminuir a insônia, causadas pelos ataques de pânico e ansiedade.


             A estrela até os dias de hoje, mantém-se como a mulher sexy e o mais perto da perfeição, no entanto, sua autoestima era extremamente baixa, o que piorava toda a situação. Ela tinha medo da loucura e de acabar sozinha, dizia ser infeliz no amor já que nunca foi feliz em nenhum de seus casamentos.


O filme é interessante visto que se pode conhecer uma fração do que realmente ela é, embora nunca saibamos o que ela era completamente. Incrivelmente, ela pôs se nua em alguns filmes e neste, parece que sua alma está totalmente despida e grita por atenção, no entanto, para esse tipo de nudez nem todos estão aptos para entender.


Colin Clark e Michelle Williams formam uma impressionante dupla, já que ele guia a narrativa e ela consegue expressar a vida embaralhada da atriz longe das câmeras. Para complementar, o filme ainda conta com Emma Watson (Harry Potter), e não deixa a desejar, além de sugerir uma reflexão sobre a profundidade de Marilyn. Até porque a sua instabilidade emocional e intensidade remetem ao Transtorno de Personalidade Limítrofe, mais conhecido como Borderline.

Para saber mais sobre o transtorno que ela possuía:


domingo, 7 de fevereiro de 2016

Resenha - Corações Perdidos




Corações Perdidos

Por Caroline Moreira


                   O filme foi lançado em 08 de julho de 2011 dirigido por Jake Scott e o elenco conta com a participação de Kristen Stewart (‘Branca de Neve e o Caçador’), James Gandolfini (‘O Homem da Máfia’) e Melissa Leo (‘Invasão à Casa Branca’).
                   O drama estadunidense concentra sua narrativa em uma tragédia familiar, a qual permitiu que surgisse uma barreira entre Doug e sua mulher, Louis, ambos estão em um relacionamento de silêncio e distanciamento completo até o dia em que Doug foi a uma convenção em New Orleans e conheceu Mallory. 


                Ela é dançarina numa boate de strip club, não consegue evitar palavrões devido à língua afiada e também possui temperamento forte. Subitamente, essa jovem terá uma influência na vida do casal, fazendo-os lembrar do que os uniu e de quanto se amam.
                                 
                Vale ressaltar que a atuação de Kristen neste filme mostrou que seu talento não se resume a saga Crepúsculo, a qual a fez perder certa credibilidade e que está evoluindo como atriz gradativamente.
                                  
                   E embora, o final do filme não me pareça satisfatório levando em consideração a emocionante história, devo dizer que o indico pela maneira como discorre o enredo, a bela trilha sonora, e o elenco que definitivamente possui uma qualidade exorbitante.